terça-feira, 12 de maio de 2009

A partir da proposta da interdisciplina Filosofia da Educação e baseado no filme assistido “O Clube do Imperador”, pude observar e refletir sobre várias cenas do filme onde o professor está diante de um conflito moral.
Em uma das cenas em que mostra o conflito moral, proporcionado pelo desafio do aluno Sedgewick, para que o professor a jogasse baseball, mostrando como a velha guarda jogava.
Essa situação acabou ocasionando a quebra do vidro de um carro pela bolinha de baseball quando o professor foi provar ao aluno que realmente sabia jogar; sem saber o que fazer, o professor Hundert toma como solução correr junto com os rapazes para se esconder dentro do quarto até que o diretor vá embora, fugindo assim desse conflito.
Ao chegar ao jardim o diretor encontra um menino que estava por ali brincando, então, pergunta-o se ele sabe de onde veio aquela bolinha. Este não sabendo de nada, nega. O homem xinga-o, dizendo que ele daria um belo advogado.
Dessa forma, podemos ver alguns princípios morais envolvidos nesta situação. Dentre eles podemos citar que:
- não devemos fugir de nossas responsabilidades, deixando uma pessoa inocente levar a culpa de algo que não fez;
- devemos assumir nossos erros, arcando com os prejuízos;
- como professores devemos dar exemplos, pois os alunos se pautam muito em nossas atitudes e posturas diante do mundo;
- devemos agir com moral para poder cobrar a moral de nossos alunos; sendo coerente entre nosso discurso e nossa prática;
Assim sendo, acredito que a decisão do professor foi uma decisão moralmente incorreta, pois como já citei a cima, os professores devem dar exemplos, já que os alunos se baseiam nele, afinal, como um professor irá cobrar responsabilidades de seus alunos, se os mesmos não agem com ela?
Penso, que de nada adianta, um professor dizer aos seus alunos que devemos ser honestos, assumir nossos erros, se seus atos são de desonestidade, fuga da realidade, não admitindo suas atitudes, tanto certas quanto erradas, conforme vimos no filme.
Deste modo, penso que devemos ter uma boa postura frente aos alunos, sendo coerentes no que falamos e no que fazemos, pensando antes de agir, vendo as conseqüências que essas ações possam gerar.
Considero que não agimos com moral fugindo de nossos erros, deixando que outra pessoa leve a culpa de algo que realmente não fez, se cremos que isso não é certo e não é justo, devemos com convicção, ensinar a acreditar que de fato necessitamos ter posturas contrárias a atitude do professor Hundert.
Se não ensinarmos e não dar exemplos para nossos alunos de atitudes moralmente corretas, como exigir isso deles?
Nossa obrigação como educadores não é apenas dar a formação acadêmica, mas também moral. E como queremos formar indivíduos honestos, responsáveis por seus atos se nós mesmos não fazemos isso?
O filme nos faz parar e pensar nas nossas atitudes como professores e pais, nos levando a refletir que tipo de educadores realmente somos, valorizamos a formação acadêmica de nossos alunos ou a formação moral? Será que muitas vezes não agimos como o professor Hundert?
Perguntas essas que o filme nos faz refletir e que podem fazer a diferença na nossa prática docente.

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