segunda-feira, 18 de maio de 2009

Estudo de Caso

A partir da proposta da interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, especialmente da proposta da atividade que consistia na realização de uma pesquisa (do tipo estudo de caso), com um sujeito com necessidades educacionais especiais de minha escolha, podendo ser um aluno meu, um aluno da minha escola ou de outra instituição, escolhi um aluno com necessidades educacionais especiais, o qual apresenta deficiência mental.
Esse aluno tem 16 anos e cursa o 7º ano do ensino fundamental na escola onde desenvolvo a minha prática pedagógica, Escola Estadual de Ensino Fundamental Dom José Baréa.
Para obter as informações necessárias sobre esse aluno dialoguei com o secretário, a diretora, as professoras de sala de aula e a professora da sala de recursos, além de visualizar a ficha desse aluno.
Nesse sentido, até então, eu e algumas outras professoras, achávamos que esse aluno era portador de deficiência mental, pelo fato de suas ações e atitudes serem semelhantes às características pertencentes a ele.
Porém, ao investigar profundamente sua história, e ao observar sua ficha constatei que estava equivocada, que esse aluno não possui deficiência mental, possui apenas dificuldades de aprendizagem e é multirepetente.
Acredito, que cabe aqui destacar o quanto a falta de informação e aprofundamento nas características educacionais de pessoas com necessidades especiais se fazem presentes no nosso cotidiano, pois muitas vezes julgamos nossos alunos por suas atitudes sem conhecer profundamente sua trajetória e realidade de vida, como de fato aconteceu comigo.
Deste modo, penso que falta maior aperfeiçoamento para preparar nós professores para atuarmos com pessoas com necessidades educacionais especiais, pois são poucas faculdades de pedagogia e outros ramos ligado a educação que esclarecem e preparam professores para trabalhar com alunos portadores de deficiência, através de alguma interdisciplina específica.
Penso também que falta por parte do governo possibilitar cursos e palestras de aperfeiçoamento para nós docentes, pois se recebêssemos mais apoio e qualificação com certeza nossos temores diminuiriam, e nos sentiríamos mais preparados para trabalhar com pessoas com necessidades educacionais especiais.

Um comentário:

Roberta disse...

Deise!!

Concordo quando dizes que não estamos preparados para trabalhar com todos os tipos de alunos com necessidades especiais.
O governo deveria oferecer outros cursos para preparar profissionais capacitados para tal situação.

Abraços
Roberta