O texto abre nossos olhos, mostrando “ao pé da letra” o que acontece verdadeiramente por traz do mercado fonográfico.
Deste modo, é revoltante e decepcionador saber que certa música estoura nas rádios, que um artista apareceu cantando seu sucesso no Faustão, justamente por que um empresário pagou uma quantia em dinheiro para que o artista pudesse difundir sua música e povo acreditar que aquele é o sucesso do momento, e de tanto escutar acaba gostando dele e vai a uma loja de CDs e compra seu disco.
Assim sendo, acredito que é necessário que tenhamos os pés no chão e saibamos realmente ter opinião frente a isso, fugir dessa poluição sonora com certeza não conseguiremos, pois mesmo nós não ouvindo essas músicas, certamente em um outro ambiente acabaremos escutando, seja um vizinho com volume alto, um barzinho, uma loja e o mercado que também acabam fazendo parte dessa “trama”.
Acredito que é necessário que nós, público ouvinte, estejamos de olhos bem abertos perante o mercado fonográfico e valorizamos o que realmente gostamos, não importa se seja a música dos anos 60, ou o ritmo sertanejo “pé de serra” que não está fazendo sucesso, a questão é escutar o que nos agrada e não deixar que a industria do disco nos “maneje”.
Penso também que temos que utilizar nosso senso crítico para avaliar a música que esta estourando, ou a que acabamos escutando por que um vizinho botou o volume alto, e não avalia-la somente pela letra, pois na maioria das vezes ela não apresenta uma letra “bacana”, não passa uma mensagem, mas apresenta um compasso, uma pulsação e um ritmo bom. Basta somente que tenhamos nossa opinião formada e não nos deixamos levar pela música e a mídia. Por que não trabalharmos essas questões com nossos alunos? Por que não abrirmos os olhos deles?
Creio que a escola será um dos melhores ambientes para isso, pois questionarmos o que invade nossos ouvidos, promovermos uma sessão de debates na sala de aula, será uma maneira de abrirmos os olhos de nossos alunos e quem sabe dar um início para “diminuição” da “trama” do mercado fonográfico.
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