quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Ao realizar as leituras propostas pela interdisciplina Escola Projeto Pedagógico e Currículo, considerei de muita importância e pude refletir muito, quando um texto salienta a falta de valorização do trabalho crítico e intelectual de nós professores e estudantes pela prioridade de considerações práticas, pois as políticas públicas da Educação estão mais interessadas com a mão-de-obra barata, portanto somente qualificada para o trabalho manual e não para questionarem o modo de ser das coisas. Assim o trabalho intelectual de nós professores não servem objetivamente para a formação técnica dos alunos que utilizarão a automação no seu trabalho, e sim para se tornarem alunos que “serviam” e só têm a “contribuir” e “obedecer” as camadas dominantes.
Alguns fatores que vejo na minha prática pedagógica que contribuem para esta situação de desvalorização começam dentro da própria sala de aula, como por exemplo, a violência, no nosso caso, alunos que agridem professores e colegas, a falta de respeito e limites, alunos que se sentem na autoridade de fazer o que quer nas aulas, além de querem mandar no educador, o baixo salário, a super lotação nas salas de aula. Caso este que preocupa nós professores das redes estaduais, pois o governo do Rio Grande do Sul com o intuito de reduzir gastos pretende unir turmas de diferentes séries/anos para atingir um número “X” de alunos.
Deste modo, aumentariam o índice de desemprego de educadores e será impossível um único professor trabalhar com alunos de dois níveis de ensino, dificultando assim o ensino-aprendizagem e a construção de conhecimento da turma, conseqüentemente diminuindo ainda mais a qualidade de ensino.
Destaquei também importante falar quando um texto mostra a necessidade dos educadores “participarem” na elaboração dos materiais curriculares, adequando aos contextos sociais e culturais em quais ensinam, pois desta forma nós docentes decidiríamos os melhores conteúdos a serem trabalhados a partir da realidade e das experiências de cada aluno, levando em consideração as potencialidades destes, fazendo com que não vejam cada disciplina com uma “gavetinha” sem saberem exatamente quando precisarão abrir para utilizá-la.
Julguei imprescindível destacar aqui quando um texto ressalta o quanto é fundamental o aprender através do fazer, pois a partir do desenvolvimento da atividade prática nós educadores podemos refletir sobre esta, a fim de entender o processo de ensino-aprendizagem na sala de aula, e obter bons resultados, aperfeiçoando nossa prática e encontrando a maneira mais eficaz de proporcionar conhecimentos de forma qualitativa.
Concordo plenamente com um texto lido em que ressalta também o quanto é indispensável à atualização do corpo docente com relação aos saberes a serem trabalhados nas aulas; levando sempre em consideração os conhecimentos prévios trazidos pelos alunos e respeitando suas potencialidades, pois os alunos e mundo estão constantemente sofrendo transformação.
Portanto, essas leituras me fizeram refletir sobre diversos fatores que dificultam o ensino educacional, mas é necessário que nós docentes estejamos sempre preparados e damos o melhor de nós para proporcionarmos o ensino aprendizagem na sala de aula de uma maneira atrativa, seja através da nossa atualização como do aprender através do fazer basta apenas que tenhamos força de vontade e nos unimos para lutar por uma educação melhor, pois nós apenas queremos um ensino de qualidade.

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