terça-feira, 30 de junho de 2009

Inclusão, avaliação e adaptações curriculares

Baseado na proposta interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, pude refletir sobre a avaliação, adaptações curriculares e dispositivos de ensino na educação básica.
Nesse processo, percebi que a escola onde desenvolvo a minha prática pedagógica dedicou-se intensamente para promover a inclusão desse aluno, procurando desenvolver um trabalho que valorizasse a história de vida de Emanuel, onde toda a turma o respeitasse e ajudasse a incluí-lo na sala de aula.
Essas atitudes tidas pela professora desse aluno vão ao encontro do texto Diversidade e Currículo da autora Lenise Caçula Pistóia, especialmente quando ressalta que: “Concebe-se o professor como um profissional que reflete, diagnostica, pesquisa e atua com autonomia”.
Posso dizer que essa foi uma mudança curricular que se fez presente, pois a professora sabendo do caso do aluno vir transferido de outra escola por ter problemas comportamentais e ver que ele não estava sendo bem aceito pela turma, procurou fazer um trabalho que respeitasse a pluralidade social, cultural e as necessidades especiais de cada aluno no intuito de promover a inclusão entre toda turma.
Entretanto, com relação à avaliação do aluno durante o ano letivo não houve grandes mudanças, ela continuou sendo dada por nota, onde a média geral é 60. Caso o aluno não consiga atingi-la só retirará o boletim mediante o acompanhamento dos pais ou responsáveis, para que a escola juntamente com a equipe de professores dialoguem com a família do aluno, na intenção de melhorar o aprendizado deste.
Cabe ressaltar que as notas são obtidas através de provas, trabalhos em grupos e individuais, participação oral nas aulas.
Desse modo, penso que ainda se precisa fazer muitas mudanças pedagógicas para promover a inclusão, pois esse tipo de avaliação deixa muito a desejar, pela razão de que não é levado em conta todo seu desempenho e desenvolvimento durante as aulas.
Assim sendo, como consta no texto Diversidade e Currículo, acredito que:
“Para ensinar a turma toda, deve-se propor atividades abertas, diversificadas, isto é, atividades que possam ser abordadas por diferentes níveis de compreensão e de desempenho dos alunos. Debates, pesquisas, registros escritos, falados, observação e vivências em grupo são alguns processos pedagógicos possíveis nessa perspectiva”.
Bem sabemos que cada aluno apresenta suas especificidades, suas habilidades e dificuldades que variam de acordo com sua experiência, por isso nós docentes devemos promover diferentes tipos de atividades que valorizem o conhecimento prévio de cada um, bem como seus limites de aprendizagens e não apenas aplicar provas como método de avaliação, mas sim saber em que etapa o aluno está, por que ele aprendeu ou não, que fatores implicaram nisso.
Entretanto, essa não é uma tarefa fácil, precisamos entender que a avaliação assim como o currículo precisam pressupor: “... que facilite a aprendizagem de todos os alunos e alunas em sua diversidade”. (Diversidade e Currículo, Lenise Caçula Pistóia).
Portanto, após todos os estudos desenvolvidos e leituras realizadas, acredito que é inclusão é um desafio para todos, pois ela necessita que superemos:
“... os males da contemporaneidade pela ultrapassagem de barreiras físicas, psicológicas, espaciais, temporais, culturais e, acima de tudo, garantir o acesso irrestrito de todos aos bens e às riquezas de toda sorte, entre eles, o conhecimento”. (Diversidade e Currículo, Lenise Caçula Pistóia).
Nesse contexto, ainda destaco que precisamos rever nossa prática pedagógica, analisando se de fato estamos criando métodos e técnicas que favoreçam principalmente as pessoas com necessidades educacionais especiais no intuito de incluí-las na escola, e proporcionar seu aprendizado de acordo com suas limitações, como evidenciamos ao longo do semestre.
Ainda cabe ressaltar que durante meu estudo de caso que a escola e sua equipe avançou muito, e conseguiu proporcionar a inclusão de Emanuel e trabalhar segundo suas limitações, através da reflexão da prática pedagógica, a qual tem como objetivo a aprendizagem através de um ensino de qualidade para todos os alunos.

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