segunda-feira, 21 de julho de 2008

Apresentação Oral

Para a minha a apresentação oral preparei um cartaz, com um esquema que me fizesse lembrar as aprendizagens feitas em cada interdisciplina, bem como as mudanças realizadas no meu modo de pensar e agir.
Assim coloquei no centro do cartaz as palavras ESPAÇO E TEMPO, pois todas as interdisciplinas giraram seus estudos entorno destes dois temas.
A seguir iniciei a minha apresentação falando das duas dimensões do tempo: tempo cronológico e tempo histórico ou social.
O tempo cronológico é a quantificação do tempo, dias, meses, anos, semestre. Esse tipo de tempo foi visto na interdisciplina Seminário Integrador IV, no Plano Individual de Estudos, onde traçamos objetivos e prevemos um tempo necessário para concretizá-los, o que poderia levar uma semana, o semestre todo, dependia de cada objetivo.
Já o tempo histórico ou social nada mais é do que dois ou mais fatos ou ainda diferentes sociedades num mesmo período de tempo. Por exemplo, nasci em 1988 e nesse mesmo período é promulgada a atual Constituição Brasileira, conhecida também como Constituição Cidadã.
Além do tempo estudamos também o ESPAÇO. Este foi visto especialmente nas interdisciplinas de Matemática, Estudos Sociais e Ciências Naturais.
A matemática nos mostrou o espaço como o mundo que a criança vê e vivencia. Ressaltando-nos que primeiramente a criança vê o mundo como algo que gira apenas ao seu redor e somente mais tarde ela entenderá que cada um ocupa um lugar no espaço, e que dependendo o local que ela se encontra poderá ter diferentes visões.
Dessa forma é importante que nós professores partimos da maneira que a criança vê e vivencia o mundo, pois isso proporciona maior facilidade de assimilação dos novos conhecimentos com a experiência da criança.
Vamos exemplificar: no 1º ano já se faz possível trabalharmos as 4 operações. Quando dizemos a criança que sua cachorrinha ganhou 4 vezes filhotes, ela já consegue assimilar o que significa essas 4 vezes. Dessa forma, é possível desenvolvermos também as demais operações.
A partir dessa maneira que a criança vê e vivencia o mundo, estudamos em Estudos Sociais a maneira que ela organiza esse espaço, ou melhor, a maneira que nós docentes ensinamos nossos alunos a organização espacial bem como algumas noções do espaço.
Neste sentido fomos motivados a repensar se necessitamos partir da formulação do EU, FAMÍLIA, BAIRRO, MUNICIPIO, CIDADE, ESTADO, PAÍS, ou seja, das partes para o todo, para se ensinar Estudos Sociais. Levou-nos também a pensar de devemos seguir tal e qual o currículo ou se estamos preocupados em trazer o novo para a sala de aula, a ensinar nossos alunos a pensarem por si próprio, mostrando-os a importância de se trabalhar essa disciplina na sala de aula.
A partir dessa maneira da criança vê, vivenciar e organizar o espaço, ela vai transformá-lo. Essas transformações variam de acordo com seus interesses e com a maneira que o individuo tem de observar o mundo, o que pode gerar conseqüências boas ou ruim, que pode afetar ou não um ambiente ou até mesmo proporcionar um desequilíbrio no espaço.
Essas foram às aprendizagens mais significativas que tive entorno desses dois temas centrais.
Além das aprendizagens tive também mudanças na minha maneira de pensar e agir.
Com os estudos realizados na interdisciplina Seminário Integrador IV, passei a valorizar as perguntas e curiosidades de meus alunos fazendo com que eles se sintam ouvidos para que desenvolvam uma boa auto-estima, e a partir daí nós entramos com o nosso papel de facilitadores do pensar e os desafiamos para que busquem as possíveis respostas/soluções transformando-as em conhecimentos.
Neste sentido, a disciplina de Estudos Sociais contribuiu para essa maneira de pensar, mostrando-nos que devemos nos descentralizar de nossas idéias e concepções acerca do mundo, pois na maioria das vezes acabamos mostrando aos alunos o ponto de vista que acreditamos, fazendo-os pensar como nós pensamos. Ainda muitos de nós professores temos medo de buscar o novo, de mudar a nossa prática pelo simples fato de necessitarmos de tempo para sentar e planejar, o que não consideramos necessário, pois é muito mais fácil seguirmos esse padrão curricular e não nos preocuparmos em buscar o novo.
Como trabalho no laboratório de informática, passei então a questionar o que os alunos sobre o que gostariam de aprender sobre essas máquinas, bem como, valorizar as perguntas que surgem quando as manipulam, motivando-os a perguntarem tudo que quiserem saber, sem ter medo e vergonhas, ressaltando que não existem perguntas bobas.
Uma outra mudança que tive foi com relação ao Plano Individual de Estudos, pois se fosse desenvolvê-lo novamente olharia especificadamente em cada interdisciplina, elegendo perspectivas e aprendizagens que eu almejaria em cada uma delas em cada semestre.
Se tivesse que reestruturá-lo, começaria primeiramente elegendo objetivos gerais no campo pessoal, profissional e estudantil, para posteriormente traçar objetivos específicos em cada interdisciplina, os quais seriam abertos a possíveis modificações ao longo eixo.
Vamos exemplificar:
Objetivos Gerais:
Campo estudantil – desenvolver minha expressão escrita e oral, adquirindo uma linguagem mais acadêmica e sentindo-me mais segura e tranqüila nas apresentações.
Objetivos Específicos:
Educação e Tecnologias da Comunicação e Informação – Aprender a classificar e reconhecer os softwares e vídeos que auxiliarão a alcançar tais objetivos pedagógicos.
Esse Plano Individual de Estudos teria como tempo previsto um semestre, podendo ser quantificado aproximadamente o tempo que levarei para concretizar cada objetivo. Por exemplo: quando mencionei que desejava na disciplina de matemática conhecer a importância de se trabalhar as noções de classificação e seriação, poderia concretizá-la ao longo de duas semanas.
Deste modo, acredito que, ao traçar objetivos, poderemos também prever o tempo necessário para realizá-los, objetivos estes que me ajudariam no aperfeiçoamento profissional e educacional.

Nenhum comentário: