terça-feira, 20 de novembro de 2007


No dia 10 de novembro, sábado, fomos visitar a 6º Bienal da Mercosul, que ocorria na cidade de POA, para ver as exposições de alguns artistas que fizeram parte deste grande evento, o qual tinha como tema central A Terceira Margem do Rio.
Realizamos esta visitação com o intuito de analisar e refletir sobre as obras de alguns artistas para posteriormente montar um projeto de aprendizagem de artes visuais, com base nas obras que foram expostas e que poderíamos desenvolver atividades a partir destas na sala de aula, adaptando a realidade dos alunos.
Primeiramente visitamos o Santander para ver as exposições do artista argentino Jorge Macchi. Este desenvolvia suas obras a partir de coisas comuns do nosso cotidiano que nem se quer percebemos, mostrando assim cada detalhe, gerando um novo olhar sobre estas, assim como dizia a nossa mediadora: “coisas que são tão visíveis que se tornam invisíveis”.
Tomamos como exemplificação, a obra que ele construiu com bacias. Eram cinco bacias de cores diferentes, penduradas uma em cima da outra, na ordem decrescente, e na bacia superior havia um refletor que fazia com que estas emitissem luz.
Este trabalho foi desenvolvido a partir de um objeto comum do nosso cotidiano, que para mim jamais consideraria uma obra de arte. Porém analisando esta, percebemos que ela reconfigura esse objeto como uma árvore de natal. Como se a luz transbordasse a borda da bacia, a qual uma reflete a luz e outra gera a sombra parecendo assim um eclipse solar.
Jorge Macchi construiu obras reaproveitando vários materiais que certamente depois de usados iríamos jogar no lixo, como por exemplo, jornais, levando a diversas reflexões sobre a morte e as várias passagens da vida.
Posteriormente visitando a amostra monográfica de Francisco Matto, percebemos que suas obras são marcadas pelo profundo interesse pelas culturas pré-colombianas. Ele pinta óleo sobre papelão e madeira e utiliza vários símbolos, que diferentemente apresentam um significado.
Matto coloca o homem no centro e o olho de Deus para a sociedade. Ele buscava um elemento de cada obra e gerava um novo quadro.
Essas obras destes artistas são excelentes sugestões para trabalharmos a Arte na sala de aula, mostrando que ela vai muito além da pintura, da escultura e do desenho. Podemos também desenvolver reflexões a partir de objetos simples do cotidiano, como jornais e bacias. Além de conciliarmos essas obras com a realidade dos alunos e cruzar outras disciplinas a partir dos materiais utilizados e das obras, por exemplo, trabalhar a reciclagem do jornal, construir o papel mache, bonequinhos, porta-retrato, porta-treco, trabalhar a matemática, dentre outros, gerando assim um novo olhar sobre a natureza, o homem e suas transformações.

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